Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de maio de 2009

Ingestão de cacau melhora função cardíaca

Matéria interessante, principalmente pra mim que já como um pedacinho de chocolate amargo (no mínimo 70% cacau) e já tomo chocolate quente dessa maneira... rs..
(derreto +/- 20g de chocolate 70% cacau ou mais no leite quente).

Tô pensando em comprar cacau em pó e testar no chocolate quente.. Dani fez cappucino pro meu Papis usando cacau no lugar do chocolate e meu pai gostou....


Estudo comprovou que o consumo concentrado de cacau na forma sólida ou líquida possui efeitos benéficos para a função cardíaca de indivíduos saudáveis com sobrepeso. “Podemos dizer que os polifenóis do cacau, principalmente os flavonóides, são os responsáveis pela melhora da função endotelial, enquanto o açúcar atenua estes efeitos”, explicam os autores.

Trata-se de um estudo randomizado controlado publicado no American Journal of Clinical Nutrition, no qual participaram 44 adultos não fumantes, com idade média de 53 anos e índice de massa corporal entre 25 e 35 kg/m2. As medidas de circunferência de cintura eram >88 cm nas mulheres e >102 cm nos homens.

O experimento foi composto de duas partes. Na fase I, os participantes foram divididos ao acaso em dois grupos. Um grupo (estudo) recebeu uma barra de 74g de chocolate amargo contendo 22g de cacau e o outro grupo (placebo) recebeu uma barra de mesmo peso, porém contendo 0g de cacau. Na fase II, os mesmos participantes foram divididos em três grupos e cada um consumiu duas xícaras de chocolate quente. O primeiro grupo recebeu a bebida sem açúcar contendo 22g de cacau; o segundo, ingeriu a bebida com açúcar e a mesma quantidade de cacau e o terceiro (grupo placebo), uma bebida de aspecto similar, que não continha cacau. Houve um período de sete dias entre o término de uma fase e início da outra. A função endotelial dos participantes foi medida após 8h de jejum de um dia para o outro e 2h após cada tratamento, assim como a pressão sanguínea.

O consumo de uma dose de chocolate sólido foi suficiente para aumentar a vasodilatação e diminuir a pressão sanguínea. O mesmo foi observado em relação ao chocolate líquido, porém a bebida sem açúcar trouxe os melhores resultados e o chocolate quente açucarado não causou mudanças na pressão sanguínea. “Como a concentração de cacau era a mesma nas duas bebidas (22g de cacau contendo 3.282mg de polifenóis), os melhores efeitos do chocolate quente podem ser atribuídos à ausência do açúcar”, explicam os autores. E ainda, “a melhora da função endotelial observada após o consumo do cacau está relacionada com uma elevação da concentração de epicatecina no plasma, que aumenta a vasodilatação. Além disso, a procianidina (que está presente no cacau) aumenta a concentração de óxido nítrico no plasma, promovendo o relaxamento dos vasos”.

“Futuros experimentos são necessários para a determinação da influência a longo prazo do cacau na função cardiovascular, da dosagem da quantidade ideal a fim de se obterem os efeitos desejados e da variação destes resultados dentre diferentes populações”, sugerem.



Referência(s)

Fardini Z, Njike VY, Dutta S, Ali A, Katz DL. Acute dark chocolate and cocoa ingestion
and endothelial function: a randomized controlled crossover trial. Am J Clin Nutr. 2008;88(1):58-63.


Fonte: Clique aqui

sábado, 9 de maio de 2009

Anvisa faz alerta sobre alimentos contaminados


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou, na quarta-feira, 15 de abril, um alerta sobre a contaminação de agrotóxicos nos alimentos vendidos nos supermercados. Por meio de um estudo, foram avaliadas 17 culturas entre frutas, verduras e legumes. Das 1.173 amostras coletadas, 15,29% estavam irregulares quanto aos resíduos de agrotóxicos.

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, aproveitou sua participação no lançamento da sétima edição do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) para destacar o alerta dado pelo governo, profissionais de saúde pública e entidades médicas para a sociedade sobre a necessidade de mudança do padrão alimentar. Segundo Temporão, comer menos gordura e aumentar a quantidade de frutas, legumes e verduras são importantes desde que os alimentos sejam seguros para o consumo.


Ingredientes proibidos

Os resultados insatisfatórios referem-se tanto à quantidade de resíduos, que excedem os limites máximos estabelecidos em legislação, ou à presença de agrotóxicos não autorizados para aquele alimento.

Entre 2002 e 2006, foram proibidos os ingredientes ativos benomil, heptacloro, monocrotofós, lindano e pentaclorofenol. Outros, como captana, folpete, carbendazim, clorpirifós e metamidofós, tiveram restrição de uso.

Durante o ano de 2008, o trabalho de reavaliação de agrotóxicos utilizados no país foi marcado por longa batalha judicial. Foi necessário derrubar liminares favoráveis às empresas, que impediam a avaliação de seus produtos. Só assim a Anvisa pode dar continuidade ao seu trabalho.


Os campeões de irregularidades

O pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades, presentes em 64% das amostras analisadas. Depois dele vêm morango, cenoura e uva, com índices de irregularidades superiores a 30%.

A boa notícia trazida pelo estudo foi que as irregularidades encontradas foram menores que aquelas verificadas no estudo anterior. O tomate, por exemplo, baixou de 44,72% para 18,27%, entre 2007 e 2008, enquanto que a batata caiu de 22% para 2%, no mesmo período. A banana foi de 6,53% para 1,03%.

Outros itens como arroz, feijão, manga, batata, banana, cebola e maçã, não tiveram irregularidades em mais de 4,5% da mostra.


Prevenção

Para prevenir a ingestão excessiva de agrotóxicos, deve-se lavar muito bem, em água limpa e corrente, frutas, verduras e legumes, e deixá-los de molho em uma solução de hipoclorito de sódio. A lavagem deve então ser repetida.

Outra dica é dar preferência a produtos de época, que geralmente contêm menos resíduos de agrotóxicos, assim como os certificados, tais como orgânicos e com indicação de origem, que são alternativas mais seguras.


Outros resultados

Confira a tabela de índices encontrados em cada um dos grupos de alimentos avaliados, bem como o comparativo entre as análises feitas desde 2002. No caso do abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva, não houve avaliação nos anos anteriores.

Os resultados referem-se aos estados do Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.


Fonte: Agência Saúde

N = Análises não realizadas

* Grupo químico ditiocarbamato não analisado na cultura da alface em 2008

Referência(s)

Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA. Nota Técnica para divulgação dos resultados do PARA de 2008. Disponível em www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2009/pdf/150409_para.pdf. Acessado em 15.04.2009.

Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Reavaliações de agrotóxicos continuam suspensas. Disponível em http://www.anvisa.gov.br/DIVULGA/NOTICIAS/2008/280708_3.htm. Acessado em 15.04.2009.

Fonte: Clique aqui

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sintomas provocados por carência de alimentos


Veja que interessante.... a partir de uma certa idade, temos quase todos esses sintomas, provocados pela falta dos alimentos aqui mencionados.

1. DIFICULDADE DE PERDER PESO
O QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos graxos essenciais e vitamina AONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.

2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio.
ONDE OBTER: água de côco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro e os suplementos.

3. COMPULSÃO A DOCES
O QUE ESTÁ FALTANDO: cromo
ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre,cenoura + suplementos.

4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA
O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio
ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e
água.

5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL
O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos
ONDE OBTER : coalhada, iogurte, missô, yakult e similares

6. MEMÓRIA RUIM
O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol
ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos.

7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)
O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo
ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.

8.. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS
O QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno
ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos

9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR
O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, e E e ferro
ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos.

10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6
ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite


Fonte: Clique aqui

sábado, 2 de maio de 2009

Coragem para mudar!

Funcionária

“Não há receita milagrosa contra o câncer. Se eu a tivesse encontrado, ganharia o Prêmio Nobel. Mas o que mostro no livro pode ajudar a evitar o aparecimento e a progressão da doença melhor do que qualquer medicamento”


Coragem para mudar

Em Anticâncer –Prevenir e Lutar Graças a Nossas Defesas Naturais, recém lançado no Brasil pela editora Objetiva, o médico David Servan-Schreiber detalha como alimentos, exercícios e meditação podem aumentar as chances de cura. “O câncer não é uma questão de genes, mas, sobretudo, de estilo de vida”, defende.

Em outubro passado, o neuropsiquiatra francês David Servan-Schreiber fez uma caminhada simbólica até a igreja de Sacré-Coeur, em Paris. A cada ano, desde 1993, pratica no mesmo mês uma peregrinação a um lugar santo para relembrar o sofrimento por que passou e, hoje curado, agradecer por ter se tornado um homem mais feliz depois desse “segundo nascimento”.

Foi em outubro de 1992 que ele soube ter um tumor no cérebro. Na época, dirigia um laboratório de imagens cerebrais em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Em um fim de tarde, se juntou a seus colegas para mais uma sessão no centro de ressonância magnética, onde fazia testes com estudantes de medicina. Um deles não apareceu e o próprio médico
o substituiu, deitando-se no interior do tubo com scanner. Ao término do exame, para sua surpresa, as imagens revelaram o tumor.

Sete anos depois, quando o tumor reapareceu, decidiu enfrentar a doença de outra forma. Servan-Schreiber considera necessários os tratamentos convencionais contra o câncer (cirurgia, quimioterapia e radioterapia), mas lamenta que o poder das defesas naturais de nosso corpo para combater e evitar a doença seja ainda subestimado e negligenciado por médicos, pelos pacientes e pela população em geral. Um artigo do New England Journal of Medicine estima que entre 95 e 100% das pessoas portam células de câncer da tireóide, porém apenas uma em cada quatro morre de câncer. Para as três sobreviventes, as defesas naturais cum
priram sua função, impedindo que essas células se transformassem em perigosos tumores. Em seu apartamento no subúrbio de Paris, recém-chegado de uma viagem de promoção do novo livro na Alemanha, Servan-Schreiber conversou com BONS FLUIDOS.

BONS FLUIDOS | Quando houve a recaída, vocé escreveu que foi pior saber que “o monstro não estava morto”. Como viveu a experiência?
DAVID SERVAN-SCHREIBER |
Na primeira vez, eu tinha 31 anos. Há uma frase que diz: “A vida é o que vem depois que acabamos de fazer planos”. É muito útil se lembrar disso nos momentos em que nada ocorre como o previsto. Foi um choque para mim. Mas é preciso fazer o necessário. Fiz o tratamento convencional, que me salvou a vida. Sete anos depois, tive uma recaída. Aí percebi que o tratamento que seguia não era o suficiente. Deveria buscar por mim
mesmo como estimular a capacidade de meu corpo de resistir à doença.

BF | Você compreendeu que deveria agir de outra maneira.
DS | O que compreendi de mais incrível foi que o que se pode fazer funciona tanto para o câncer como para as doenças cardiovasculares. Todo mundo sabe que, mudando seu comportamento, pode agir sobre as doenças cardiovasculares para evitá-las ou curá-las. Alguém que teve um enfarte deve fazer esporte, parar de fumar, se alimentar saudavelmente. No caso do câncer, as pessoas acham que não se pode fazer nada. E não é verdade. É a mesma coisa.

BF | É difícil identificar com precisão o que poderia ter provocado a doença.
DS | O câncer é a parte aparente do iceberg. Todos temos células cancerosas. Mas a doença aparece quan do existem mais fatores que favorecem as células cancerosas do que fatores que as detêm.

BF | Você praticou jogging hoje?

DS | Pela manhã.

BF | Meditou?
DS | Apenas 20 minutos.

BF | Fez exercícios de respiração?
DS | Durante a meditação, sim. O que mais ajuda é fazer três vezes por dia, três minutos a cada vez. É o tempo gasto para escovar os dentes, por exemplo. E muda sua vida em duas ou três semanas. Chega uma hora em que não se pode mais não fazer.

BF | Como foi seu café-da-manhã?
DS | Uma maçã orgânica, com iogurte de soja, gengibre e grãos de linhaça. Há variações, mas no geral é isso. Pode-se colocar granola.

BF | E o que comeu no almoço?
DS | Couve-roxa com cebola cozida no cúrcuma, misturado com pimenta e óleo de oliva, e tofu. Para acompanhar, pão integral. De sobremesa, comi frutas vermelhas com molho de gengibre.

BF | Pesquisas mostram que certos alimentos ajudam a potencializar tratamentos convencionais, como o chá verde, no caso da radioterapia, e o cúrcuma, para a quimioterapia.
DS | São mecanismos complementares. Os tratamentos químicos miram um
ou dois mecanismos biológicos, mas as células cancerosas desenvolvem resistências a esses tratamentos. A beleza da alimentação é que, em cada alimento, há múltiplas moléculas fitoquímicas que atuam sobre diferentes mecanismos e reduzem a progressão da doença. Nenhuma delas é tão forte como um medicamento, mas quando, todos os dias, três vezes por dia, damos a nosso corpo essa poderosa arma de combate, isso pode ter um efeito considerável.

BF | Não se trata só de ingerir bons alimentos, mas evitar os ruins.
DS | Eu aconselho acrescentar as boas coisas. É difícil parar de comer açúcar, carne, frituras. Não vale a pena começar dessa forma, mas adicione à alimentação chá verde, cúrcuma, coloque alho, alho-poró e cebola em cada receita que preparar.


BF | O açúcar merece as críticas que são feitas a ele?
DS | O que se faz para detectar um câncer? Injeta-se glicose radioativa para ver onde ela se acumula no corpo. Porque o câncer necessita de açúcar para crescer. Observa- se onde há a acumulação de a çú car e ali há um câncer. Nós passamos do consumo de 5 kg de açúcar por pessoa ao ano, em 1820, para 70 kg! Passamos a alimentar, portanto, a progressão de todas essas células cancerosas.


BF | Você alerta para estudos que provam a relação direta entre câncer e carne vermelha e cita o Brasil.
DS | No Brasil, a carne é muito rica em gordura ômega-6 porque os animais recebem uma má alimentação. O Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer diz que se deveria comer no máximo 300 g de carne vermelha por semana. Hoje, se consomem 300 g por dia! É ruim em relação ao câncer, às doenças cardiovasculares, a Alzheimer e depressão, problemas pr
esentes bem mais no Ocidente do que na Ásia, mesmo que ela esteja nos alcançando porque está adotando nossos hábitos alimentares.

BF | No aumento de nossas defesas, você insiste que o tratamento do corpo passa pelo do espírito.
DS | O estresse não provoca câncer, mas reações a ele podem alimentar a progressão de um câncer já existente. O ideal não é não ter estresse, mas ter recursos para lutar contra
ele. Uma das formas eficazes é se relacionar. Outra é aprender a dar atenção a si mesmo por meio da meditação ou da coerência cardíaca (exercícios de respiração para equilibrar os batimentos cardíacos e as emoções). As más reações ao estresse atingem o sistema imune.

BF | Você conta que escrever seu primeiro livro foi um tipo de salvação
.
DS | Num momento, não podia mais atuar como médico. Estava num vazio. Escrever o livro me deu novamente um projeto. Esse segundo me deu bastante trabalho. Levei um ano e meio para finalizá-lo e fazia praticamente só isso. Mas tive muito prazer.

BF | Você seguiu um tratamento de 13 meses de quimioterapia.
DS | Eu tive bastante ajuda. Fazia acupuntura, esporte, atentava muito ao que comia, tinha a companhia de meu cachorro. Tudo isso me segurou. E só parei de trabalhar nos dois últimos meses.

BF | Durante 15 anos, você manteve o segredo de sua doença. Por quê?
DS | Por um lado, sendo médico, não queria que meus pacientes se preocupassem comigo. Graças a minha concentração, ajudada pela meditação, sabia que podia focar no paciente que estava diante de mim e esquecer todo o resto durante o tempo em que fazia meu trabalho. Não queria ser privado disso. Por outro lado, quando se sabe que uma pessoa tem câncer, a tendência é tratá-la como alguém que não deveria se divertir, como se já tivesse com um pé na cova. E eu queria poder me sentir vivo. Por último, uma coisa que todas as pessoas que tiveram um câncer conhecem: o olhar dos outros, que condena à morte certa, pesa. Queria que as pessoas me olhassem como alguém em plena vida e pensava que isso poderia alimentar a parte viva em mim.

BF | O estilo de vida que você aconselha parece distante de nosso cotidiano. Como você vê isso?
DS | Um estudo recente mostrou que, ao colocarmos 100 pessoas em um estádio de futebol e as deixarmos caminhar em qualquer direção, se em um dado momento apen
as cinco delas começarem a se mover no mesmo sentido, em minutos as demais farão igual. Isso me deixa otimista. Digo que em breve seremos 5% a ter tomado consciência da situação em que vivemos. E quando esses 5% estiverem juntos em suas atitudes em relação ao meio ambiente, à nutrição, à atividade física, todo o mundo mudará. Hoje talvez estejamos entre 0,5 e 1%, mas estamos avançando.

BF | Você mostra a validade científi ca de todos esses métodos, mas ainda há uma desconfiança por parte de médicos e pacientes. Por quê?
DS | Há cada vez menos desconfiança. O que fiz no livro foi empurrar portas que já estavam abertas. O Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer diz: mude sua alimentação,

faça atividades físicas, e isso pode reduzir em 40% a possibilidade de ter um câncer. Se parar de fumar, é 60% a menos de chances. Se você tomar menos de dois copos de bebida alcoólica por dia, são menos 85% de possibilidade. Nenhum medicamento pode fazer isso. Mas há pessoas que fumam e não têm câncer e outras que nunca fumaram e têm câncer. Não há nenhuma receita milagrosa.

BF | Mas você acha que as pessoas ainda subestimam as capacidades naturais de defesa do corpo?
DS | A medicina nunca fala sobre isso, não vê mais como parte de sua profi
ssão, o que é um erro. A medicina só nos fala de remédios porque há muito dinheiro envolvido. Por exemplo, há um tipo de remédio para o controle do colesterol que reduz a mortalidade por doenças cardiovasculares em 15%, o que não é muito – pode-se obter melhores resultados com os exercícios e a alimentação. Mas esse comércio pode arrecadar US$ 1 milhão por hora. Não há dinheiro a ganhar quando se ensina as pessoas a fazer jogging e a se alimentar de outra forma. Mas isso não quer dizer que não funciona. Funciona.

BF | O paciente percebe essa abertura nos tratamentos anticâncer?

DS | A quimioterapia e os novos medicamentos são indispensáveis. Sou o primeiro a dizê-lo: fiz 13 meses de quimioterapia e fui operado duas vezes. Não se trata de substituir os remédios pelos brócolis. Por outro lado, é idiotice não usar também os brócolis. É preciso maximizar suas defesas. As pessoas estão mais abertas a isso hoje.

BF | A massagem, o carinho, enfim, o contato humano pode ajudar a melhorar nosso sistema imune?
DS | Há estudos que mostram que um bebê que não é tocado pára de crescer. Algo no mecanismo das células compreende que ele não tem amor, vai morrer de qualquer forma, e ele pára de se desenvolver. Existe uma relação profunda entre o tocar e a fisiologia. A massagem faz bem fisicamente e também fisiologicamente. Não cura o câncer, mas é algo importante. O que há de mais terrível quando se tem um câncer são os sentimentos de medo e impotência. O carinh
o nos faz sair da impotência, e isso limita consideravelmente o estrago do estresse no corpo.

BF | O embate contra a doença foi “uma aventura interior violenta”. O que isso mudou em você?
DS | Essa experiência me fez dar conta de que queria viver com o coração aberto ao ser humano. Como médico, me tornei menos pesquisador e mais implicado no cotidiano da prática clínica. Me tornei um médico interessado cada vez mais em ajudar as pessoas a transformarem elas mesmas, em vez de mudá-las pelo exterior.


BF | Não é uma pena que por vezes seja necessário passar pela experiência da doença para valorizar e mudar a própria vida?
DS | Espero que esse livro possa ajudar muitas pessoas a tomarem um caminho favorável para elas sem precisar passar pelo câncer. Para resumir: é o livro que gostaria de
ter lido para não ficar doente e o que gostaria de ter tido na minha cabeceira uma vez doe
nte. Foi com esse espírito que o escrevi.


Os médicos-chefes
Os especialistas do Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer (WCRF) afirmam que 40% dos casos da doença poderiam ser evitados por meio de simples modificações nos hábitos alimentares (e alguma atividade física). Inspirado nesse e em outros estudos, o médico canadense Richard Béliveau, diretor do laboratório de medicina molecular do centro de cancerologia do Hospital Sain-Justine, associado ao colega pesquisador em oncologia Denis Gingras, escreveu o recém-lançado Cozinhar com os Alimentos Contra o Câncer (ed. Robert Laffont, ainda sem tradução para o português). Como diz David Servan-Schreiber no prefácio, pode se comer de forma saudável e com prazer. Béliveau e Gingras explicam o poder medicinal de cada alimento e sugerem 160 receitas de pratos a serem preparadas com os melhores ingredientes para estimular as defesas naturais do corpo. A linhaça moída é uma excelente fonte de ômega. Já acrescentar pimenta-preta moída ao cúrcuma solúvel em azeite aumenta mil vezes a absorção de suas benéficas propriedades pelo organismo. Os médicos-chefs recomendam ainda: gengibre, soja, atum, lentilhas, cogumelos, chás, legumes, especiarias e frutas.


Fonte: Clique aqui

-----

Eu li o livro dele, "Anticâncer", e gostei muito (Inclusive postei aqui vários trechos do Livro). Mas as mudanças que ele indica não são fáceis para quem está acostumado a comer de tudo. Mas para quem está querendo emagrecer e fazendo RA, é uma boa hora para incorporar bons hábitos e incluir no dia a dia alimentos que podem prevenir doenças e melhorar nossa saúde.

Mudanças que já consegui incorporar no meu dia-a-dia:

1. Trocar o chocolate normal pelo chocolate amargo (no mínimo 70% cacau):
Geralmente como por volta de 15-20g na parte da manhã ou como sobremesa do almoço: Além de fazer bem a saúde existem estudos que mostram que o chocolate amargo consumido pela manhã aumenta a saciedade durante o dia.

2. Tomar 1 copo de suco de uva integral todo dia:
Geralmente tomo no café da manhã ou em algum lanche durante o dia. O suco de uva integral tem os mesmo benefícios do vinho tinto. Eu só compro sem adição de açucar e sem conservantes!! Gosto do da marca "Casa de Bento"(abaixo).


3. Incluir verduras/legumes nos pratos:
Isso virou hábito, atualmente se não tiver legumes ou verduras no meu prato eu estranho mesmo... preciso dos meus "verdinhos" diários.

4. Diminuição do Sal/Açucar:
Faço TUDO sem sal. Já basta a quantidade absurda de sódio em todos os alimentos industrializados.... é muita coisa (Vocês já pararam pra reparar na qtde de sódio que tem em produtos industrializados que vocês compram? Eu passei a reparar e me assustei..)!
Eu abuso nos temperos como curry, páprica, orégano, manjericão, etc.. mas sal eu passo longe.
Açucar não uso pra nada também, SE precisar muito uso adoçante a base de Stevia. Mas 90% das vezes faço os sucos e tomo sem açucar.

5. Conseguir incluir pimenta no cardápio:
Essa foi difícil.. não sou muito fã de pimenta não. Minhas primeiras tentivas foram catastróficas: Quase morri engasgada. Mas sei que pimenta faz muito bem pra saúde e hoje já resolvi essa pendência: Faço vinagrete com pimenta. Adoro vinagrete! Faço com tomate, cebola, vinagre, azeite, um pouco de água e 1 ou 2 pimentas malaguetas (que tenho plantada em um vasinho aqui em casa! - Atualmente só tenho pimenta de tempero plantada aqui no apto.. mas pretendo ter vários outros temperos: Tô trabalhando nisso!)


Bjus!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Saúde...

Trocando em Miúdos

Saiba por que às vezes o seu intestino e o seu estômago saem dos eixos


Ainda que você fique ótima numa minissaia de cintura baixa, nos bastidores o cenário não é sexy. Seu trato gastrointestinal faz o trabalho pesado do corpo: absorve os nutrientes das comidas e despacha as sobras. Esse sistema barulhento e esponjoso se estende da boca ao ânus e inclui o esôfago, um tubo de pouco mais de 25 centímetros; o estômago, uma bolsa de músculos do tamanho de um punho; o intestino delgado e o grosso, que medem 7 metros; e coadjuvantes como o pâncreas, o fígado e a vesícula biliar.

Sem um Google Maps para passear pelas nossas entranhas, a gente se questiona por que às vezes o intestino não funciona ou o estômago queima como se tivesse engolido uma bola de fogo, não uma feijoada. Resposta: talvez não haja outra parte do corpo tão sensível às emoções. “Cerca de 80% dos distúrbios no conjunto são causados por problemas emocionais”, diz o gastroenterologista Carlos de Barros Mott, professor da Faculdade de Medicina da USP. Por isso, apesar de 70% dos brasileiros estarem infectados pela bactéria H. pylori, responsável pelas crises de gastrite, apenas em alguns momentos sentimos seu ataque. Embora as queixas de alterações no trânsito gastrointestinal sejam comuníssimas — sobretudo a prisão de ventre, que atormenta 24% dos brasileiros, na proporção de três mulheres para cada homem —, falar sobre o assunto não é fácil como discutir engarrafamentos da hora do rush. “A mulher tende a sofrer em silêncio”, diz Jacqueline Wolf, da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos EUA. No Brasil, a situação talvez seja pior. Numa pesquisa realizada em sete países pelo laboratório Boehringer Ingelheim, os brasileiros com intestino preso ficaram em último lugar no quesito qualidade de vida. O mau funcionamento do órgão trouxe irritabilidade, limitações às atividades cotidianas e redução da autoestima. Mas, ainda que você não colecione agruras com um intestino maleducado ou um estômago mimado, vale a pena passar as vísceras em revista para entender o que acontece debaixo do seu umbigo.

Por que meu estômago ronca quando estou com fome?

A visão e o aroma da comida abrem o apetite ao disparar uma reação de espasmos ao longo do sistema digestivo. A intenção é prepará-lo para receber o alimento. Se não há nada sólido ali dentro, também não há o que disfarce esse agito. “Já reparou que um balão parcialmente preenchido com água faz mais barulho do que um cheio?”, afirma a gastroenterologista americana Patricia Raymond. Mas também pode haver ruído depois que você estiver satisfeita. O chamado borborigmo resulta do encontro das secreções (a bile e o suco pancreático) com os gases enquanto se movimentam ao longo do intestino.

Quanto tempo a comida leva para ser digerida?

Bastam segundos para um bife ir da boca até o estômago, onde será triturado até formar uma pasta, por ação do ácido clorídrico. Cerca de 30 a 40 minutos depois, o bolo alimentar viaja para o intestino delgado. No primeiro segmento dele, o duodeno, encontra a bile e o suco pancreático repleto de enzimas que ajudam a quebrar os carboidratos, proteínas e gorduras ingeridos em partículas menores para ser absorvidas nas duas porções desse intestino que ficam logo abaixo, o jejuno e o íleo. As sobras viram fezes e seguem para o cólon, onde qualquer líquido restante é sugado e o material se solidifica. De modo geral, essa passagem pelos intestinos demora de 8 a 12 horas. Mas, se você não for muito chegada em verduras, grãos e outras fontes de fibras, o trânsito fica mais lento e leva até quatro dias para eliminar os dejetos. Portanto, para aliviar o congestionamento, invista nas fibras. Como não são digeridas pelas enzimas digestivas, elas chegam íntegras ao intestino, onde atuam como aquela esponja com 1 001 utilidades: varrem o mau colesterol, estimulam os movimentos intestinais que empurram o lixo adiante e se encharcam de água, o que amacia os dejetos e facilita sua saída — e seu serviço lá no banheiro.



Com que frequência devo ir ao banheiro?

O mais importante é a qualidade, não a quantidade. “As pessoas ficam muito fixadas na frequência”, diz Mehmet Oz, professor de cirurgia da Universidade Columbia, nos EUA, e coautor de O Corpo Inteligente (Ed. Campus, 376 págs., R$ 63). “Mas o que elas devem olhar é se o intestino funciona num intervalo razoável.” Esse período pode variar de seis a 48 horas. Muitas vezes o café-da-manhã é um ótimo incentivo: o cólon se contrai com a chegada ao estômago da primeira refeição do dia, não importa se a sua preferência seja ovos com bacon ou pão com manteiga. “Você deve se preocupar quando não estiver confortável.” Isso em geral acontece diante dos extremos: reter demais ou passar o dia no vaivém até o banheiro. Os dois podem sinalizar problemas.

Por que algumas pessoas passam mal facilmente e outras têm estômago de avestruz?

O que determina se o seu estômago é temperamental como a top Naomi Campbell ou encara uma feijoada com caipirinha e torresmo numa boa é, antes de tudo, sua tendência genética. “O mesmo alimento pode ser veneno para um e remédio para outro”, afirma a nutricionista funcional Daniela Jobst, do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, em São Paulo. Leite de vaca, ovos de galinha, soja, amendoim, nozes, trigo, peixes e mariscos são os que mais provocam intolerância (dores abdominais, gases e diarreia) ou até alergia alimentar (quando ocorre uma reação do sistema imunológico e sintomas que podem se manifestar na pele sob a forma de eczema ou tosse no pulmão), revelou um estudo publicado na revista Current Opinion in Pediatrics. Aumentar o consumo de alimentos frescos como frutas e verduras (repletos de enzimas) favorece a digestão, mas a nutricionista não é favorável a ficar teimando pra ver se o estômago se acostuma. “Se o corpo mostra que não aceita, para que insistir?”, diz Daniela.

Tem jeito de evitar gases? E aderir à campanha do Casseta e Planeta: Não Solte Pum no Elevador?

Mais ou menos. Nós expelimos 2 litros de gases por dia, que podem ter duas origens: o ar que você engole (em 80% dos casos) e a decomposição dos alimentos (em 20%). “Quando você está tensa e ansiosa, engole mais saliva e mais ar”, diz Carlos Mott. Mas o gás que entra desse modo (e por meio de bebidas gasosas) não tem cheiro. Já as emissões, digamos, perfumadas, no intervalo de 30 minutos a três horas após a refeição são produto da ação de bactérias do cólon que se deliciam com os resíduos vindos do intestino delgado. Quase tudo que comemos pode virar um banquete para elas, então fica difícil interromper a produção natural de gás. Uma solução é evitar ovo, brócolis, couve-flor, repolho e feijão, campeões de odores, quando tiver pela frente uma noite romântica.

O organismo humano é feito para digerir carne?

De acordo com a nutricionista Lara Natacci, de São Paulo, nós possuímos enzimas específicas que, somadas ao ácido clorídrico, conseguem quebrar as cadeias proteicas da carne para uma boa digestão e assimilação dos aminoácidos. Em outras palavras, fomos projetados para dar conta do recado. Já a nutricionista Daniela Jobst diz que, enquanto algumas pessoas toleram bem a carne, outras ficam “conversando com ela” a tarde toda, talvez por fabricarem pouco ácido clorídrico. É que a digestão desse alimento requer um meio muito ácido. Só existe um jeito de saber o que cai bem e o que desce quadrado: a dieta de exclusão e rotatividade. Significa afastar da mesa o suspeito por um tempo, depois reintroduzir e ver o que acontece.



Mesmo comendo alimentos saudáveis, frescos e nutritivos, posso estar malnutrida?

Sim, se você tiver algum distúrbio que afete a absorção de nutrientes. Assim, até a refeição mais equilibrada ou um jantar dos deuses podem ir por água baixo. Outra possibilidade: você não balancear os alimentos, que devem ser consumidos na quantidade certa para gerar os nutrientes necessários aos seus gastos. E finalmente, se você caprichar nos ingredientes e chutar o balde na hora do preparo: mergulhar as folhas da salada ou o peixe supersaudável em molhos pra lá de gordurosos. Tudo isso interfere na qualidade da sua nutrição

Com o passar dos anos, diminui a capacidade digestiva?

Há um declínio no volume de certas enzimas a partir dos 45 anos, o que afetaria a absorção de nutrientes, em especial a vitamina B12 nos idosos. “Mas nem sempre isso acarreta perda da capacidade digestiva”, diz Carlos Mott. “O aparelho gastrointestinal tem mais do que o necessário: podemos viver com metade do pâncreas, do fígado. A reserva é grande.” Com o passar do tempo, porém, aumenta a incidência de tumores que atingem esse sistema, como o câncer colorretal, o terceiro mais frequente nas brasileiras.

Para que servem, afinal, os probióticos?

Cerca de 400 espécies de micro-organismos residem no cólon, formando a flora bacteriana. Essas criaturas reduzem a acidez, aliviam a prisão de ventre, aumentam a absorção de minerais e a produção de vitaminas e fortalecem nossas defesas, impedindo o ataque das bactérias causadoras de doenças. Lactobacilos e bifidobactérias são exemplos dessa turma do bem. Mas a colônia diminui quando você toma antibiótico para tratar uma garganta inflamada, por exemplo. Além de matar a bactéria do mal que talvez cause sua amigdalite, o remédio pode arrasar com a parcela benéfica. Diarreias e alterações no aparelho digestivo proporcionam o mesmo efeito negativo. Nesses casos, os encrenqueiros saem do órgão e atacam a vizinhança, provocando infecções urinárias e vaginais. Um potinho de iogurte enriquecido com probióticos garante que os efeitos do produto sejam contínuos e que um estoque de bactérias benéficas se forme no seu organismo. Mas para funcionar é preciso escolher o tipo certo. O iogurte pode ser má opção para quem tem intolerância ao leite.

É possível diminuir o estômago sem cirurgia?

Não. O estômago comporta 50 mililitros (3 ½ colheres de sopa) quando vazio. Sua mucosa, no entanto, possui pregas que se expandem e acomodam duas xícaras de alimento. Pense nele como em qualquer outro músculo. Se todo dia você come mais, seu limite aumenta — o oposto é verdadeiro. Coma menos e você se sentirá saciada mais depressa.


Fonte: Clique aqui

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Matéria interessante sobre o açucar...

Açúcar, o perigo branco


Em meados da década de 70, com a publicação (e o sucesso estrondoso) do livro Sugar Blues, escrito pelo americano William Dufty, o açúcar foi alçado à condição de inimigo número 1 da boa saúde.
Era uma obra panfletária contra o que seria, na opinião do autor, o grande problema moderno: o consumo de açúcar refinado.

Inúmeros estudos posteriores confirmaram que, se não era o responsável pelo mal-estar da civilização, como exagerava Dufty, o alimento era ainda assim nocivo se consumido puro ou em grandes quantidades. A divulgação desses dados, aliada à imensa popularização das dietas alimentares, fez com que nos últimos vinte anos milhões de pessoas abandonassem ou reduzissem drasticamente o hábito de ingerir açúcar.

No Brasil, o consumo per capita anual de açúcar despencou de cerca de 16 quilos, em 1988, para pouco mais de 8 quilos, em 2003. As pesquisas mais recentes na área de nutrição e metabologia mostram que o alimento, principalmente em excesso, está associado a obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares, entre outros males. "O açúcar é um alimento calórico e sem nenhum valor nutricional. Por isso, o melhor a fazer é comer pouco", disse a VEJA o médico americano Walter Willett, autoridade mundial em alimentos e professor dos departamentos de epidemiologia e nutrição da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Além do risco de engordar, há ainda outro ponto que reforça a necessidade de moderação no consumo de açúcar. A ausência de nutrientes faz com que ele seja digerido quase que instantaneamente, o que provoca uma rápida elevação nos níveis de glicemia e otimiza o depósito de gordura nas células.

As alterações na glicemia, porém, não são exclusividade do açúcar. Todos os alimentos que apresentam carboidratos em sua constituição também provocam esse efeito – em maior ou menor grau. Para avaliar o impacto sobre a glicemia desse açúcar escamoteado em cada alimento, uma equipe de pesquisadores de Harvard, da qual o nutrólogo Walter Willett faz parte, criou um conceito chamado carga glicêmica. Trata-se de um instrumento capaz de dimensionar quanto uma determinada porção de alimento eleva as taxas de glicose no sangue.

Um dos efeitos nocivos da subida rápida e exagerada da glicose sanguínea é o aumento da secreção de insulina pelas células do pâncreas. Esse hormônio é responsável por jogar a glicose para o interior das células, onde ela será metabolizada para se transformar em energia.

Insulina em excesso pode baixar as taxas de glicemia rápido demais, o que abre o apetite e faz com que a pessoa coma novamente – e engorde. Além disso, há o risco do desenvolvimento de uma condição chamada resistência à insulina, que pode levar ao diabetes. Esta reportagem traz, com base nas descobertas mais recentes, as respostas às perguntas mais freqüentes sobre o açúcar, o perigo branco ou, muitas vezes, invisível.


1- Por que o açúcar é um vilão?

O problema do açúcar, em especial o refinado, é que ele é 100% caloria, sem valor nutricional.

Quando consumido regularmente em grande quantidade ou puro, ele deflagra uma série de reações bioquímicas que podem levar à obesidade, e esta, à hipertensão, ao diabetes e até a alguns tipos de câncer. Isso é sabido pela medicina há muitas décadas. O que existe de novo no estudo do metabolismo do açúcar no corpo vem da medição exata de como outros alimentos podem produzir os mesmos efeitos adversos do doce pó branco.


2- O consumo de açúcar causa automaticamente aumento de glicose no sangue?

Alimentos com alto teor de açúcar, além de ser calóricos, promovem, sim, um aumento rápido dos níveis de glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia para o corpo humano.

Ela é obtida a partir principalmente dos carboidratos – grupo do qual o açúcar faz parte. A glicose só pode ser utilizada pelas células, onde se transforma em energia, na presença do hormônio insulina.Pessoas com sobrepeso, obesidade ou predisposição genética estão mais propensas a desenvolver resistência à insulina.

Uma descoberta recente explica as razões: a gordura em excesso funciona como uma glândula produtora de hormônios que desregulam o apetite, como a leptina, a resistina e a adiponectina. A resistência à insulina caracteriza-se pela dificuldade das células do organismo em reconhecer o hormônio, o que pode levar ao acúmulo de glicose no sangue e, conseqüentemente, a uma produção exagerada de insulina.

O açúcar de açucareiro não é o único alimento responsável por elevar as taxas de glicose no sangue. Na década de 80, a ciência da nutrição desenvolveu um instrumento, batizado de índice glicêmico, ou IG, capaz de medir a velocidade com que cada alimento aumenta os níveis da glicemia. Depois surgiu outra ferramenta ainda mais prática, a carga glicêmica, ou CG, que avalia as alterações na glicemia causadas por uma determinada porção do alimento.


3- Todos os alimentos que contêm açúcar elevam os níveis de glicose na mesma proporção?

Os alimentos que contêm carboidratos aumentam a glicemia, sem exceção. Entre eles, estão até mesmo os insuspeitos hortaliças e grãos. O impacto dos diversos alimentos sobre as taxas de glicose sanguínea, no entanto, é variável. Depende da velocidade com que essas comidas são digeridas.Quanto mais rápido, maior é o pico glicêmico.

Dentre os fatores que alteram esse índice estão a presença ou não de gordura, fibras insolúveis e proteínas, a forma de preparo e a combinação desses itens com outros à mesa.
Por exemplo: a batata cozida apresenta carga glicêmica maior que a da batata frita, porque é isenta de gordura. A mesma batata cozida terá teor glicêmico menor se consumida com casca ou acompanhada de uma fonte de proteína, como um bife.

O macarrão feito à base de trigo refinado tem carga glicêmica maior que a versão integral da massa bem cozida. Esta, por sua vez, terá carga glicêmica maior, se comparada com o macarrão integral servido al dente (pouco cozido).


4- O açúcar causa diabetes?

O consumo exagerado de açúcar é parte de uma série de fatores que provocam a doença. Ele é talvez um atalho, o caminho mais rápido para a obesidade, que abre a porta para a resistência insulínica e para o diabetes.

Sem que possa ser usada adequadamente pelas células para produzir energia, a glicose mantém-se na corrente sanguínea, obrigando o pâncreas, órgão no qual se localizam as células responsáveis pela produção de insulina, a secretar quantidades cada vez maiores da substância. Caso esse processo seja experimentado pelo organismo por muitos anos, a instalação do diabetes é quase inevitável.

Ainda assim, as pessoas com blindagem genética à doença podem viver muitos e muitos anos sem que seu organismo acuse o golpe do abuso de açúcar na dieta. Essa blindagem pode ser reproduzida, mesmo em pessoas com diabetes, com o auxílio de medicamentos. Assim, com a doença sob controle, alguns diabéticos podem ocasionalmente comer doces sem maiores danos ao organismo.


5- É indicado reduzir a ingestão de alimentos ricos em carboidratos?

Os carboidratos são a principal fonte de energia do organismo. A pirâmide nutricional preconiza que cerca da metade das calorias diárias deve ser consumida sob a forma de carboidratos – preferencialmente os alimentos de baixa carga glicêmica, como os integrais ricos em fibras.

Para uma alimentação saudável, no entanto, deve-se levar em conta também a quantidade de calorias e de gordura contida nos alimentos. Não adianta encher o prato com alimentos de baixo teor glicêmico, se esse prato estiver cheio de fatias suculentas de picanha ou de uma quantidade de calorias maior do que o recomendável.

Um estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, publicado recentemente na revista científica Archives of Internal Medicine, concluiu que dietas de emagrecimento à base de alimentos com carga glicêmica baixa são mais eficientes. A pesquisa acompanhou 129 pessoas com sobrepeso ou obesidade, com idade de 18 a 40 anos, divididas em quatro grupos, com cardápios diferentes cuja composição variava de acordo com a quantidade de proteínas e carboidratos de alto ou baixo teor glicêmico. A perda de peso promovida por todos os regimes foi semelhante. A diferença é que os cardápios de carga glicêmica mais baixa proporcionaram até o dobro da queima de gordura nos primeiros três meses. Ou seja, proporcionaram um emagrecimento mais rápido e mais saudável.


6- Quais são os melhores substitutos do açúcar refinado, fora os adoçantes?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a ingestão de açúcar refinado não ultrapasse 10% do consumo diário total de calorias. Isso equivale, numa dieta de 2.000 calorias diárias, a quatro colheres de sopa rasas, aproximadamente. Essa porção inclui tanto a colherinha que adoça o cafezinho de manhã quanto o açúcar usado na receita do bolo ou na do molho de tomate.

Por isso, se o objetivo é reduzir calorias e obter um sabor mais próximo ao do açúcar, uma opção é o AÇÚCAR LIGHT, que mistura o alimento refinado e adoçante. O açúcar refinado também pode ser substituído pelo mascavo ou por mel. A vantagem é que, enquanto o açúcar refinado não contém vitaminas nem sais minerais, o mascavo e o mel possuem. A desvantagem é que, como eles apresentam um poder edulcorante menor, as pessoas são tentadas a usá-los em maior quantidade.


7- As bebidas alcoólicas também elevam a glicose no sangue?

Boa parte das bebidas alcoólicas é composta de carboidratos provenientes do trigo ou da cevada, da uva ou do milho. É o caso, por exemplo, da cerveja, do vinho e do uísque, respectivamente. É por isso que o consumo de álcool pode alterar os níveis de glicose no sangue.

Um copo de cerveja, por exemplo, eleva 50% mais os níveis de glicose no sangue do que uma colher de sopa de açúcar. Para metabolizar o álcool, o organismo consome muita energia. Para isso, tem de recorrer aos estoques de glicose armazenados no fígado e nos músculos. Quando isso ocorre, a pessoa pode ser acometida por tontura, mal-estar, fraqueza e dores no corpo – a ressaca, para ser mais direto.


8- O açúcar vicia?

Por causa do aumento nos níveis de dopamina e serotonina, substâncias produzidas no cérebro e que estão associadas ao prazer e ao bem-estar, o açúcar pode, de fato, viciar. Mas a dependência criada pela sensação de bem-estar e prazer decorrente do consumo de açúcar é mais de ordem psicológica do que química.


9- Por que gostamos tanto de doces?

O atual plantel de seres humanos é resultado de milhares de anos de evolução durante os quais, em diversas fases, comer alimentos adocicados foi vital para a sobrevivência. A humanidade, portanto, está programada para comer doces. A língua e o nariz são forrados de células que têm a função de detectar o sabor e o aroma dos doces.

As razões para essa preferência ancestral são duas. Os doces são ricos em glicose, a principal fornecedora de energia para as células. Além disso, o sabor adocicado servia de indicador para que nossos ancestrais pudessem distinguir os alimentos saudáveis dos venenosos e estragados.

A diferença básica entre a situação atual e a dos primórdios da evolução humana é a abundância. Os humanos primitivos comiam doces misturados às fibras dos frutos e sempre enfrentavam escassez calórica.

Hoje, come-se açúcar não apenas em excesso, mas em concentrações com alto grau de pureza e sem a presença das fibras.


10- Uma interrupção no consumo de açúcar pode levar à depressão?

Se a dieta exigir o corte radical dos carboidratos (e não apenas do açúcar), isso pode ocorrer. A explicação dos especialistas está na química cerebral.

Os carboidratos funcionam como matéria-prima indispensável à síntese de serotonina, o neurotransmissor associado à sensação de bem-estar. Uma queda brusca na oferta desse nutriente pode levar a uma redução considerável nas taxas de serotonina e, com isso, suscitar sintomas de depressão. Além disso, o consumo de doces, especificamente, eleva as taxas de outro neurotransmissor: a dopamina, associada à sensação de prazer.

Essa relação explica, por exemplo, por que pessoas com sintomas de depressão ou alterações de humor muitas vezes aumentam o consumo de doces.


11- Adoçante artificial causa câncer?

Ratos submetidos a doses elevadas do adoçante ciclamato apresentaram alta incidência de leucemia. Os especialistas, porém, dizem que, para produzir o mesmo efeito em seres humanos, o ciclamato teria de ser consumido em doses diárias descomunais por décadas a fio. Como toda substância química, os adoçantes devem ser ingeridos com cuidado.
Alguns apresentam sódio em sua composição, o que pode aumentar a retenção de líquidos e os níveis da pressão arterial.

Por isso, pacientes hipertensos devem preferir adoçantes sem a substância. Alguns adoçantes, como o aspartame e o sorbitol, não são totalmente isentos de calorias.
A frutose e o sorbitol podem alterar a glicemia e, por isso, não são recomendáveis para os diabéticos. Como não há estudos que comprovem a segurança do uso de adoçantes e produtos dietéticos por mulheres grávidas, os especialistas recomendam que seu consumo seja moderado durante a gestação.


12- Quais as teses sobre o açúcar propostas no livro Sugar Blues que ainda permanecem atuais?

O tom usado pelo jornalista americano William Dufty (que morreu de câncer em 2002) é panfletário. Sugar Blues é um manifesto de ódio ao alimento. Só para se ter uma idéia da intensidade de suas críticas, Dufty comparava os produtores de açúcar aos traficantes de drogas.

Além disso, culpava o alimento pelos mais diversos males – de dores de cabeça a doenças psiquiátricas graves, do diabetes a distúrbios cardiovasculares, passando pelas alergias, inflamações e fadiga. Em defesa de suas teses, ele recorreu a uma centena de estudos científicos. O problema é que, muitas vezes, ele fez uma análise deturpada desses trabalhos – como aquela em que Dufty sugeria que o açúcar pode levar à esquizofrenia.
O mérito de Sugar Blues foi chamar a atenção do público para o assunto.


Fontes: Alfredo Halpern, endocrinologista; Ana Maria Lottenberg, nutricionista; Ana Paula Machado Lins, nutricionista; Ariane Severine, nutricionista; Carlos Alberto Werutsky, nutrólogo; Edson Credídio, nutrólogo; Freddy Eliaschewitz, endocrinologista; Geraldo Medeiros, endocrinologista; Henrique Suplicy, endocrinologista; Jorge Horii, engenheiro agrônomo; José Alves Lara Neto, nutrólogo; Mariana del Bosco, nutricionista; Patrícia Bertolucci, nutricionista; Renato Sabbatini, neurocientista; Walmir Coutinho, endocrinologista; Yotaka Fukuda, otorrinolaringologista

Por: Giuliana Bergamo e Paula Neiva


Fonte: Clique aqui



terça-feira, 31 de março de 2009

Dicas de alimentação para viver mais!

Dicas de alimentação para viver mais


Reduza a quantidade de calorias que você consome. Diversas pesquisas têm apontado para o benefício da restrição calórica para a longevidade. Segundo o geneticista Salmo Raskin, comer com moderação faz com que o corpo utilize o combustível das células com mais eficiência, diminuindo o estresse oxidativo.


Troque os alimentos ricos em gordura saturada pelos que contêm gorduras benéficas para o organismo. O ômega-3 de peixes como o salmão, por exemplo, é útil para adiar o envelhecimento.

Invista no azeite extravirgem. Base da Dieta Mediterrânea, ele tem sido amplamente associado à longevidade, segundo especialistas.


Tome vinho tinto. O resveratrol, presente na casca da uva, é um dos compostos que têm se mostrado mais promissores no combate ao envelhecimento. Uma taça por dia da bebida é o suficiente, contanto que não haja contraindicações para o consumo de álcool.

Capriche nas fibras. Chamadas de frutooligossacárides (FOS) e presentes na aveia, na cevada e no trigo, entre outros alimentos, elas são úteis para melhorar a imunidade, segundo a nutricionista Myrian Najas.

Aposte nos probióticos. Os lactobacilos presentes em iogurtes são outra arma importante na defesa do organismo contra as doenças do envelhecimento, segundo especialistas

Não esqueça da vitamina C. Frutas cítricas, como a laranja, são ricas nesse antioxidante essencial para prevenir doenças e o envelhecimento. Ela também está no topo de um ranking elaborado por pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA, dos alimentos que mais contribuem para a longevidade.

Não abra mão da vitamina D e do cálcio. Incluir duas porções diárias de alimentos ricos em proteínas, como leite desnatado, queijo, iogurte e outros produtos lácteos no cardápio, ajuda a prevenir a perda de minerais nos ossos.

Coma uma castanha-do-pará por dia. Uma única unidade garante as doses de selênio de que seu corpo precisa para preservar cada célula, botar para fora possíveis substâncias tóxicas e viver mais, segundo estudos.


Fonte: Clique aqui
Copyright © Cléo - Cléo Emagrecendo | Design by UsuárioCompulsivo | Modificado por Cléo. ^